A conexão entre um intestino saudável e um cérebro focado

O intestino é, literalmente, um grande órgão. Se fosse aberto e esticado, chegaria facilmente a 250 metros quadrados. Mas não é só o tamanho que torna o intestino grande. Talvez você não saiba, mas além de muitas e muitas bactérias, ele também tem neurônios, muitos.

 

Sabe a serotonina, molécula que proporciona o bem-estar? 90% dela é fabricada no intestino. Mas a serotonina é apenas um dos mais de 30 mensageiros químicos montados no ventre, que criam a conexão entre cérebro e intestino.

Essas substâncias transmitem recados de um lado para o outro e estabelecem comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro de verdade. Segundo o endocrinologista Filippo Pedrinola, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, “a comunicação acontece diretamente por meio do nervo vago, que passa pelo tórax e liga o sistema gastrointestinal à cabeça”. Ele também destaca que o nervo vago é uma via de mão dupla: assim como o abdômen manda mensagens para a massa cinzenta, o correio inverso também ocorre. Isso explica aquele frio na barriga ou vontade de ir ao banheiro diante de situações de estresse.

Quem fortalece essa conexão é a flora intestinal, que carrega sozinha cerca de 100 trilhões de bactérias, dez vezes mais que o número de células do corpo. Para dimensionar o que isso significa: são aproximadamente de 2 a 3 quilos do peso total de um indivíduo.

Há um terceiro elemento que interfere nessa conexão: a cada vez mais estudada flora intestinal. Microbiota, para sermos corretos. O intestino carrega cerca de 100 trilhões de bactérias, quantidade dez vezes superior ao número de células do corpo. Esse contingente representa de 2 a 3 quilos do peso total de um indivíduo. Cientificamente conhecida como Microbiota, a flora é essencial na digestão de alimentos e na proteção contra infecções.

 

Os médicos têm conhecimento de que condições como a síndrome do intestino irritável, com sintomas como diarreia ou dificuldade de ir ao banheiro sem razão aparente, causam nervosismo, depressão, ansiedade e baixo-astral, que estejam juntos ou sozinhos, desequilibram a flora e provocam crises. Mas pode ficar pior! A flora intestinal faz a diferença na probabilidade de desenvolvermos problemas neurológicos. Ao comparar ratinhos de laboratório criados para não ter bactérias no intestino com animais dotados de flora, cientistas irlandeses observaram que os primeiros desenvolviam características típicas do autismo, como gastar tempo demais interagindo com um objeto. Há indícios de que até o Parkinson, doença que provoca tremores, começaria lá no abdômen. Estudos da Universidade College London, na Inglaterra, constataram, após analisar milhares de pessoas, que a constipação é uma das primeiras manifestações do distúrbio. Numa das hipóteses, os especialistas acreditam que microbiota alterada pode levar à destruição de neurônios intestinais e isso progrediria até o cérebro.

 

Agora que você sabe o quanto a saúde o do seu intestino pode afetar seu humor, seu foco e o seu cérebro, cuida e pense mais nele.

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