A importância dos probióticos - As bactérias que fazem bem!

Em algum momento de sua vida você deve ter encarado as bactérias de forma negativa, pois provavelmente já ouviu várias vezes que é necessário ter cuidado com esses "bichinhos", como costuma-se dizer às crianças.

Acontece que não é bem assim, né? Na verdade, logo depois de nascer, o nosso corpo vai sendo infestado de microorganismos que vão conviver conosco ao longo de toda a vida.

Conforme uma publicação de 2013 do International Life Sciences Institute, "as bactérias coabitam normalmente com humanos e encontram-se associadas a vários tecidos, incluindo a pele, o trato vaginal, o trato respiratório e o trato gastrointestinal. Os micro-organismos ocorrem em todo o trato gastrointestinal sendo que a maioria reside no cólon."

Um nome bastante conhecido entre estes microorganismos são os Probióticos. A palavra vem do latim: PRO significa "a favor", e BIOS "vida". Ela foi usada pela primeira vez para descrever substâncias necessárias para uma vida saudável, lá em 1954. Estas bactérias podem ser classificadas como micro-organismos vivos que trazem benefícios à saúde do hospedeiro quando estão na quantidade adequada.

 

Onde encontrar

Podemos encontrar as bactérias probióticas nos alimentos fermentados. Como qualquer organismos vivo, é necessária uma fonte de energia para que ele possa crescer e se reproduzir. Para isso, muitos microrganismos fermentam carboidrato, e esta atividade é aproveitada pelos humanos para que diversos produtos alimentícios sejam produzidos, como nos vinhos, onde as leveduras fermentam os açúcares do suco de uva para produzir álcool. Outros exemplos são os iogurtes, com bactérias como os lactobacillus que fermentam o açúcar do leite (lactose), e o chucrute, com a fermentação de seus açúcares realizada naturalmente pelas bactérias presentes no próprio repolho.

De forma parecida, micro-organismos encontrados no cólon suprem suas necessidades de energia fermentando resíduos que escapam da digestão e da absorção no trato gastrointestinal superior. As bactérias comensais, que são as que já costumam habitar o nosso corpo, e os probióticos, podem interagir e ter impacto direto sobre o hospedeiro.

Mas ainda é necessário uma melhor compreensão dessas interações. Sabe-se que os probióticos exercem seus efeitos no hospedeiro pelo intestino utilizando mecanismos de ação distintos, bem como complementares, e mais de 60% dos alimentos funcionais destinam-se à melhora da saúde digestiva através dos benefícios destes micro-organismos.

É possível fazer a aplicação dos probióticos em produtos alimentícios, e para isso, eles precisam ser capazes de sobreviver até que tenham alcançado a parte do trato gastrointestinal onde deverão exercer os efeitos supostos. Eles precisam resistir a elementos como enzimas salivares, ácido gástrico, secreções de bile e enzimas no intestino delgado, além de alterações de pH e meios químicos, etc. Também é necessário que uma série de critérios tecnológicos sejam atendidos, como a possibilidade de cultivo em grande escala ou estabilidade genética. Então, formulou-se um processo complexo para encontrar os grupos de linhagem adequados, sendo que os probióticos mais frequentemente usados em alimentos são as espécies dos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium. Leveduras, como o Saccharomyces spp., também foram bastante utilizadas.

 

Combate a doenças

Entre os benefícios percebidos pela ação dos probióticos, pode-se citar uma boa atuação em casos de baixa imunidade, devido a uma ativação dos sistemas de defesa, problemas intestinais, pela grande presença de microbiota (conjunto de microorganismos) no intestino, obesidade, doenças bucais, colesterol e pressão arterial, chateações íntimas (relacionadas a problemas ginecológicos), irritações de pele, câncer, além de estresse e ansiedade.  





Fontes: International Life Sciences Institute e Revista Saúde

 

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