Câncer de intestino: aumento dos casos deixa os mais jovens em alerta

Estima-se que no Brasil, uma média de 36 mil novos casos de câncer no intestino sejam registrados todos os anos e atinge homens e mulheres em igual proporção, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Os sintomas da doença geralmente incluem diarréia ou constipação, fezes finas e que apresentem sangue e/ou mucosa. Inchaço frequente na região abdominal, gases, fadiga ou falta de energia e perda de peso súbita também fazem parte da lista de sintomas possíveis.

Pessoas que possuem pólipos (lesões benignas) ou que estão acima dos 50 anos, estão mais propensas a desenvolver tumores, porém, de acordo com um levantamento divulgado pela Sociedade Americana de Câncer (ACS, sigla do inglês American Cancer Society), a incidência da doença tem aumentado entre a população mais jovem, revelando que entre pessoas em idade adulta nascidas nos anos 1990, a taxa de incidência de tumores colorretais entre vêm aumentando constantemente e os chamados Millennials têm o dobro de risco de desenvolver câncer no cólon (segmento do intestino grosso).

De acordo com o recorte apresentado pela ACS, cinco a cada um milhão de pessoas na faixa entre 20 e 29 anos terá a doença, enquanto considerando homens e mulheres nascidos nos anos 1950, essa variação cai para três a cada um milhão. Acredita-se que as causas dessa mudança de perfil de paciente podem estar relacionadas aos maus hábitos cotidianos como falta de exercícios físicos e má alimentação. Também existem alguns fatores de risco que elevam a probabilidade de desenvolver a doença, como algumas condições hereditárias, doenças inflamatórias intestinais e dietas hiperproteicas e baixo consumo de fibras e cálcio.

Para evitar que o percentual de doentes continue aumentando tanto ao longo dos próximos anos, é importante que sejam adotadas medidas de conscientização sobre as causas e importância do diagnóstico precoce para tratamento da doença.O exame que é feito para ajudar na identificação do câncer de intestino, é a colonoscopia. Assim, é possível determinar a localização da lesão e permitir a biópsia para confirmação da malignidade. A recomendação para pessoas com risco médio é que ela seja realizada aos 50 anos de idade e repetida a cada cinco anos, mas com as notícias do desenvolvimento de tumores nos mais jovens, alguns profissionais sugerem que o rastreio comece mais cedo.

 

Fonte: Mayara Guerrero - surgiu.com.br

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