Colite Ulcerativa: Saiba mais sobre esta inflamação intestinal, sem causa aparente nem solução

 

A colite ulcerativa geralmente acaba sendo relacionada à doença de Crohn (saiba mais aqui). Isso ocorre pois ambas são doenças inflamatórias do intestino. A doença também pode ser chamada de Retocolite Ulcerativa (RCU), e pode se manifestar por quadros que podem surgir durante muitos anos. Infelizmente não há cura, mas com tratamento, é possível muitas vezes evitar o surgimento destes quadros.

A principal diferença desta inflamação para a Doença de Crohn é que ela ocorre especificamente nas paredes do intestino grosso (o cólon e o reto). Sua manifestação pode ocorrer desde através de erosões na mucosa consideradas leves, até úlceras que podem comprometer gravemente a camada muscular.

 

Sintomas

Estes machucados que acontecem na região acabam gerando sangramentos, e como passa a haver uma perda na absorção de água pelas paredes do cólon, muito muco pode passar a ser produzido, fazendo com que ocorra a diarréia. Este, aliás, é um dos principais sintomas relacionados à doença. Um grande problema para quem tem a RCU é a urgência para evacuar, além de dor abdominal e cólica, podendo ser mais forte do lado esquerdo.

Também é possível que aconteça o surgimento de anemia, pois o sangue perdido pode causar uma diminuição na quantidade de células vermelhas. Como consequência, pode haver perda de apetite, fadiga, e crianças com a doença podem acabar tendo problemas de desenvolvimento.

Outros sintomas que podem estar relacionados são: vermelhidão, dor e coceira nos olhos, aftas na boca, dor e inflamação nas articulações, formações de nódulos ou úlceras (feridas) doloridas na pele, osteoporose, pedras nos rins, e em casos raros, problemas no fígado.

 

Causas

O motivo para o surgimento da colite ainda não é conhecido. Porém, sabe-se que ela não é contagiosa e nem se relaciona a comportamentos específicos de alimentação ou de rotina (no sentido de causar algum estresse que leve à doença). O que se acredita é que o causador seja um conjunto de itens relacionados à genética, ou ainda, reações do sistema imunológico a algo no ambiente.

Um ponto de atenção para a questão genética é a descoberta de que há uma tendência ao aparecimento da inflamação nas famílias, podendo haver cerca de 5% a 22% de chances de os parentes de primeiro grau de uma pessoa afetada acabarem apresentando o problema. Geralmente os principais afetados são os mais jovens.

 

O diagnóstico

Após examinar de forma detalhada o histórico médico da família e do paciente, incluindo todas as informações dos sintomas, há a necessidade de realizar um exame físico. Até porque outras doenças podem causar os mesmos sintomas que a retocolite ulcerativa. Assim, pode ser necessária a realização de exame de fezes, para descartar uma infecção ou para revelar se há sangue; exame de sangue, com a possibilidade de detectar a presença de inflamação e anticorpos; sigmoidoscopia, para examinar o reto e o terço inferior do cólon; e a colonoscopia, que examina todo o cólon e a extremidade final do intestino delgado.

 

Se você tem suspeitas de estar com a doença, fale com um médico e ligue no (47) 3222-3344 para agendar seu exame na Digest.



Mais informações: Associação Brasileira de Colite Ulcerativa

(47) 3222-3344 Seg. à Sex. das 07hs às 18:30hs
Sábado somente com horário marcado
Entrega de resultado: Seg. à Sex das 08hs às 18hs
Sobreaviso 24 horas - (47) 3036-6000
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