Como conviver com as Doenças Inflamatórias Intestinais?

As Doenças Inflamatórias Intestinais conseguem, muitas vezes, limitar o dia a dia do paciente e interferir na sua convivência social. No entanto, com disciplina é possível manter uma boa qualidade de vida.

As DII - Doenças Inflamatórias Intestinais mais comuns são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, ambas de causa desconhecida e de caráter crônico, sem cura até o momento. Um paciente diagnosticado com uma DII pode apresentar episódios de diarreia e dores abdominais rotineiramente, além de problemas nas articulações, como inchaço e dor, e ainda problemas de visão. Apesar destas complicações que refletem na qualidade de vida e no convívio social do paciente, atualmente existem medicações e tratamentos que podem garantir uma vida normal. Reconhecer os sintomas para o diagnóstico e o início do tratamento adequado é o primeiro passo para garantir o bem-estar. 

 

Use o medicamento corretamente 

Por serem doenças crônicas, o tratamento é feito com medicação de uso contínuo e o tipo de medicação vai depender da gravidade da doença, da parte do intestino afetado ou se há alguma complicação. Em geral, o objetivo é controlar a inflamação. Mas é importante ressaltar que cada paciente deve receber um tratamento individualizado, pois as DII não se manifestam da mesma forma para todas as pessoas. 

 

Mantenha hábitos saudáveis 

“É possível deixar a doença em remissão profunda se o indivíduo aliar o tratamento e acompanhamento médico com um estilo de vida saudável” ressalta Marta Brenner Machado, presidente da ABCD - Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn. Evitar a ingestão de frituras e de alimentos industrializados, não fumar, ou abandonar o vício, são atitudes de grande valia para o tratamento da doença. No caso dos alimentos, o acompanhamento nutricional é fundamental para avaliar cada caso.

 

Faça os exames recomendados 

É importante também realizar exames sempre que o médico solicitar. Uma das ameaças que os pacientes com DII enfrentam é o maior risco de câncer colorretal, pois “com o tempo, a inflamação constante favorece alterações nas células que ficam nas paredes do intestino, e estas pequenas lesões podem evoluir para um tumor”, resume o coloproctologista Guilherme Cutait, da Universidade de São Paulo (USP). Por isso, a importância de realizar os exames para verificar qualquer anormalidade logo em seu estágio inicial. 

 

Procure ajuda 

As DII também trazem repercussões nas relações pessoas e profissionais onde há necessidade de apoio psicológico e tratamento para a ansiedade e depressão. Nesses casos, é fundamental buscar acolhimento entre amigos e familiares nos momentos de fragilidade. Existem também grupos de apoio que oferecem atendimento psicológico aos pacientes com doença de Crohn e Retocolite ulcerativa. O mais importante é que o paciente não se sinta sozinho diante da situação e procure ajuda.

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