Doença Celíaca: cuidados além da dieta sem glúten - Digest Endoscopia e Fisiologia Digestiva

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Doença Celíaca: cuidados além da dieta sem glúten

Quem é celíaco sabe que esta alergia impõe alguns limites alimentares. Confira no nosso blog alguns deslizes que podem favorecer o surgimento desta doença e previna-se.

A Doença Celíaca é uma reação imunológica à ingestão de glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio.


A gastroenterologista Vera Lúcia Sdepanian, coordenadora do ambulatório de celíacos da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, diz que há milhares de pessoas com intolerância ao glúten, mas não sabem disso porque os sintomas não são tão intensos ou por não terem um diagnóstico médico.

Confira o que alguns deslizes, na dieta livre de glúten, podem favorecer:

Câncer e diabetes
"Quando a pessoa tem doença celíaca, o organismo reage ao glúten formando substâncias nocivas que atrofiam a mucosa intestinal", explica o gastroenterologista Eduardo Berger, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. "O paciente que não segue a restrição ao glúten tem três vezes mais chances de desenvolver Linfoma não-Hodgkin, câncer que afeta o sistema linfático", afirma Vera Lúcia Sdepanian.

Infertilidade
"Ainda não se sabe a causa direta disso, mas acreditamos que possa ser a ação das citocinas - substâncias químicas que podem lesionar as células - ou a falta de absorção de ácido fólico", afirma a gastroenterologista Vera Lúcia, da Unifesp.

Osteoporose
Vera Lúcia Sdepanian, gastroenterologista da Unifesp, explica: "As citocinas, que são produzidas no intestino como respostas imunológicas ao glúten, podem agir nos ossos fazendo com que eles percam mais massa óssea do que produzam".

Anemia ferropriva
"O combate a esse problema tem que ser feito com a exclusão do glúten e com uma alimentação equilibrada e rica nesses nutrientes que faltam ao organismo, como carne vermelha e folhas escuras", afirma o gastroenterologista Celso Mirra, membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Intolerância à lactose
De acordo com o nutrólogo Andrea Bottoni, coordenador da equipe de nutrologia do Hospital Vila Lobos - "Para tratar, é preciso excluir tanto a lactose quando o glúten da dieta em um primeiro momento, podendo voltar a ingerir a lactose após a mucosa intestinal se recuperar".

Exames periódicos

Celso Mirra, médico da Sociedade Brasileira de Gastrenterologia, comenta que é fundamental fazer exames rotineiros e testes sanguíneos, pelo menos uma vez ao ano. "Quando o quadro clínico e laboratorial estiver normalizado, em geral após dois anos, serão feitos os exames de endoscopia e biópsia duodenal", comenta. 

O médico ainda recomenda: "Esse tratamento rigoroso é fundamental para evitar que a doença se torne muito grave e cause as mais diversas complicações", adverte.

Fonte: Minha Vida

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