Será que eu tenho?

Uma doença comum, que acomete mais de 2 milhões de brasileiros por ano e que você mesmo pode facilmente perceber se tem ou não. Na maior parte dos casos, ela não tem cura, mas com o tratamento adequado as pessoas diagnosticadas podem levar uma vida normal. Entenda melhor:

A intolerância à lactose é a incapacidade do nosso organismo de digerir o açúcar contido no leite e em outros produtos lácteos. Isso acontece ironicamente por conta da deficiência de lactase que muitas pessoas têm - o intestino delgado para de produzir a quantidade necessária da enzima lactase, que deveria quebrar as moléculas de lactose e convertê-las em glucose e galactose.

 

As causas variam de acordo com algum dos 3 tipos de intolerância:

Intolerância à lactose primária, secundária ou congênita.

 

- A intolerância à lactose primária acontece normalmente em pessoas de idade mais avançada em decorrência da alimentação somada à redução da produção de lactase no corpo ao decorrer dos anos.

- A intolerância à lactose secundária se dá pela queda da produção de lactase em nosso organismo em decorrência à alguma doença, ferimento ou cirurgia.

- A intolerância à lactose congênita é uma condição conhecida como herança autossômica recessiva, que é quando a pessoa já nasce com a intolerância por não conseguir produzir a lactase desde o início da sua vida. Só acontece quando tanto o pai quanto a mãe passam o gene para o filho, sendo passada de geração em geração.

 

Será que você tem intolerância à lactose? Faça o teste:

Anote em um papel "Sim" ou "Não" com relação a se você tem os sintomas abaixo.

1. Barriga inchada, dor abdominal ou excesso de gases após consumir leite ou derivados.

2. Períodos de diarreia alternados com prisão de ventre.

3. Falta de energia e fadiga (cansaço excessivo).

4. Se irrita facilmente.

5. Dor de cabeça frequente que normalmente surge após refeições.

6. Pele com manchas vermelhas que coçam.

7. Dor frequente nos músculos ou articulações.



Se você tiver respondido "Sim" para 3 ou mais sintomas ou se você tem apenas um dos sintomas somado ao sintoma número 1, você provavelmente tem intolerância à lactose. 

Após fazer esse teste, você também pode fazer um segundo teste, o da exclusão. Fique sem consumir leite e derivados durante 1 semana e veja como seu corpo reage. Se os sintomas desaparecerem ou diminuírem drasticamente, você realmente estará mais propenso a ter a doença.

Por fim, feito os testes, se você realmente continua com a desconfiança e acha que tem a intolerância, recomendamos que você vá ao médico para que ele te encaminhe para o exame. Assim, você terá a confirmação se tem a doença ou não e poderá seguir as orientações do médico quanto a tratamento e ao convívio com a doença.

 

Confira as dicas que a Nutricionista Tatiana Zanin do Tua Saúde tem para você que é intolerante:


 

Para fazer o diagnóstico, existem 3 tipos de exames mais comuns:

- O de fezes, no qual é medida a acidez das fezes normalmente para detectar a intolerância em bebês ou crianças pequenas.

- O do teste de ar expirado, que mede a presença anormal de hidrogênio no ar que a pessoa solta depois de ter ingerido lactose diluída em água.

- E o mais comum de todos é o de sangue, no qual a pessoa toma lactose diluída em água e em seguida é medida a quantidade de glicose no sangue.

 

Quanto ao tratamento, não existe remédio que cure a doença, então o que normalmente é recomendado e funciona perfeitamente é a exclusão ou a diminuição dos alimentos com lactose da sua dieta. Algumas pessoas são mais intolerantes que outras, então talvez você tenha que testar alguns alimentos para saber o que o seu organismo tolera.

Uma ótima dica também são as enzimas de lactase que você pode comprar em farmácias para tomar antes de ingerir alimentos lácteos, além de ter a opção também de colocar a enzima em meio a algumas receitas, como em bolos, evitando assim um provável mal-estar. As cápsulas de carvão vegetal são ótimas para tomar após a ingestão de alimentos derivados do leite.

 

As mamães que tiverem bebês com essa doença podem amamentar normalmente, pois a quantidade de lactose presente no leite materno é muito baixa. O que pode ser feito para melhorar a amamentação é a própria mãe fazer esse corte ou redução de produtos lácteos da dieta dela.

 

Curiosidade sobre a lactose em bebês:

Você sabia que a intolerância à lactose em bebês é mais comum do que em adultos?

Poisé! É que muitas vezes, o bebê não produz a quantidade suficiente de lactase ou não a produz completamente, e os sintomas podem ser confundidos com cólicas e gases.

Para tentar perceber isso, a mãe pode ficar de olho na quantidade de produtos lácteos que ela ingere e como o bebê reage algumas horas após a amamentação. São comuns alguns sintomas como gases, diarreia e vômitos. Se for um bebê maior, que já tem uma alimentação mais diversificada além da amamentação, os sintomas também podem ser observados após algumas horas de digestão.

 

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