Um assunto muito sério - Precisamos combater a obesidade mórbida infantil!

A obesidade é um mal crônico, o que significa que persiste por um longo espaço de tempo, não sendo resolvida rapidamente. Ela é apontada como um dos maiores problemas de saúde no mundo. A principal causa entre os jovens é o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, principalmente os industrializados.

O que antecede a obesidade é o sobrepeso, e ele já pode levar à hipertensão, e também ao diabetes, problemas osteoarticulares, aumento no colesterol e triglicerídeos, apneia, e mais especificamente nos adolescentes, pode desencadear AVC e infarto, além de estar fortemente ligado a problemas de autoestima. Ainda na infância, pode trazer transtornos psicológicos e diminuição da qualidade de vida.

Alguns males atingem diretamente os órgãos do sistema gastrointestinal, podendo resultar em cálculo biliar, gordura no fígado, refluxo gástrico e Câncer de intestino. Também pode ocorrer um aumento no volume do estômago e na quantidade de alimentos que a pessoa consegue comer, podendo ser mais um risco no aumento de peso.

 

Obesidade na infância

Estudos têm mostrado perspectivas negativas para a obesidade entre crianças e adolescentes.

Em uma pesquisa de 2017, percebeu-se que nas últimas 4 décadas a quantidade de jovens entre cinco e 19 anos com obesidade aumentou em torno de dez vezes, e acredita-se que até 2022 existirão mais jovens nesta faixa etária obesos do que desnutridos no mundo.

No Brasil, isto já é considerado uma realidade. Em todas as regiões do País, a má nutrição infantil possui menores índices em comparação à obesidade, que atinge quase o triplo de jovens, o que tende a aumentar com o passar dos anos. Estima-se que uma em cada três crianças brasileiras de cinco a nove anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde - OMS.

O mal da obesidade infantil é tão grave que passou a ser tratado como epidemia global, e em 2017 a OMS divulgou diretrizes para a identificação e ajuda no tratamento. (Veja o documento completo aqui). Já as diretrizes mais atuais da Associação Brasileira Para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica - ABESO, são de 2016. (Veja aqui).   

Na pesquisa da OMS, junto com o Imperial College de Londres, foram coletados dados de 31,5 milhões de pessoas na faixa etária de 5 a 19 anos em 200 países. A avaliação foi feita a partir de um histórico com início em 1975, em que foi avaliada a evolução do ganho de peso, ou IMC (Índice de Massa Corporal) anualmente.

A partir de 2000, os países desenvolvidos reduziram o ritmo de evolução, mas o quadro continuou crescendo. Na América Latina, o problema ainda está muito acelerado. Os principais atingidos em todo o mundo tendem a ser as pessoas em situação de menor renda, devido aos preços altos para os alimentos saudáveis, enquanto que a alimentação com industrializados passa a ficar cada vez mais acessível. Além disso, as tendências para a prática de exercícios também têm sido negativas, e desde a infância, as crianças acabam passando mais horas em atividades como jogar vídeo games e assistir televisão, do que brincando de formas que estimulem o movimento e o exercício.

 

Prevenir e solucionar

A associação entre a obesidade da criança e o IMC dos pais parece ser significativa a partir da idade de 3 anos, e permanece até a idade adulta. A obesidade da mãe, mesmo antes da gestação, relaciona-se ao IMC da criança, na idade de 5 a 20 anos. Sobrepeso ao nascer também é um ponto de atenção, e o aleitamento materno é considerado uma forma de proteger as crianças contra o aparecimento da obesidade. Está tudo muito atrelado a questões de contexto e da cultura em que a criança vem se desenvolvendo, por isso, trabalhar o ambiente externo também é de extremo valor, pois ele oferece aumento nas chances de obesidade nas crianças. Uma recomendação importante é que os pais procurem reduzir o consumo de alimentos baratos, ultraprocessados, com muitas calorias e poucos nutrientes. Também é importante que os pais monitorem o peso das crianças diariamente, pois um pouco de peso ganho já pode ser sinal de alerta.

Segundo a ABESO, se comparadas com os trabalhos sobre adultos são poucas as estratégias de tratamento da obesidade e do sobrepeso infantil documentadas. Porém, não há tratamento considerado padrão. As recomendações clínicas atuais para o excesso de peso em crianças e adolescentes baseiam-se no controle do peso e das possíveis doenças relacionadas. O mais convencional é aumentar o gasto de energia e reduzir a ingestão de calorias. Ë importante reforçar sempre a estrutura relacionada ao comportamento, estimulando aumento de brincadeiras atreladas à atividade física vigorosa e redução do uso de tecnologias (como  celular, computador, videogame estático, etc). Também é importante que a dieta tenha metas, mas sem que sejam mencionadas metas de peso ao paciente, especialmente nos adolescentes. Algumas vezes, pode-se buscar a manutenção do peso, com a diminuição do IMC relacionada ao aumento da altura da criança ou adolescente.



Confira mais informações em: G1Jornal da USPOrganização Pan-Americana da Saúdehttp://bvsms.saude.gov.br e Organização Mundial da Saúde.

 

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